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Patrocínios de apostas no Brasileirão 2026: 12 clubes mantêm vínculos com “bets”

Com queda no número de contratos e valores mais realistas, casas de apostas seguem marcando presença na elite do futebol nacional, mas o cenário mostra uma transição no modelo comercial

O Campeonato Brasileiro da Série A de 2026 começou em um contexto de ajuste no mercado de patrocínios: 12 dos 20 clubes exibem marcas de casas de apostas como patrocinador máster nas camisas, seis abaixo dos 18 que tinham esse tipo de acordo na temporada anterior. O dado mostra uma retração de cerca de 33% no número de contratos ativos deste setor em relação a 2025.

O clube que se destaca é o Flamengo, com o maior contrato já registrado no futebol brasileiro: o acordo com a Betano rende ao rubro-negro cerca de R$ 268 milhões por ano e segue até 2028, consolidando-se como o principal ativo comercial do Campeonato. Além do Flamengo, outros clubes tradicionais mantêm apostas na parte nobre de suas camisas: Botafogo (Vbet), Fluminense (Superbet), Palmeiras (Sportingbet), São Paulo (Superbet) e Corinthians (Esportes da Sorte) figuram entre os principais acordos que continuam vigentes.

Times de grande porte como Atlético-MG (H2bet) e Cruzeiro (Betnacional) também fazem parte do grupo que sustenta parcerias com casas de apostas. Nos clubes com menor expressão econômica, mas ainda com visibilidade nacional, acordos seguem com operadores como Chapecoense (Zeroum), Athletico-PR (Viva Sorte Bet), Vitória (7k) e Remo (Vaidebet).

Por outro lado, seis clubes importantes deixaram de ter “bets” como patrocinadores em 2026: Vasco, Grêmio, Internacional, Coritiba, Bahia e Santos encerraram seus contratos e ainda buscam novos acordos comerciais, muitos voltados a setores distintos das apostas esportivas. Além deles, Red Bull Bragantino e Mirassol não exibem casas de aposta no uniforme principal, optando por marcas de bebidas - o energético que gere o clube no caso do Bragantino e a marca de bebidas Poty, que exibe sua logo na camisa do Leão Caipira.

Especialistas em marketing esportivo interpretam a retração como um movimento de correção do mercado após anos de investimentos agressivos pelas casas de apostas, que muitas vezes pagaram cifras infladas em busca de visibilidade rápida. Com o ambiente regulatório mais claro e maior pressão por eficiência, os valores têm se ajustado a níveis mais sustentáveis, sem deixar de lado a importância desse tipo de contrato como fonte de receita para os clubes.

Nesse cenário, mesmo com menos clubes patrocinados por apostas, o setor continua sendo um vetor relevante de investimento no futebol brasileiro, influenciando o modelo de negócios e a exposição das marcas ao longo de toda a temporada 2026.

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