
A paciência e diplomacia de Carlo Ancelotti são admiráveis
Em evento na sede da CBF, ex-treinadores protagonizam show de horrores; italiano mantém a classe e não entra em polêmica (talvez por não ter entendido…)
OddsChecker - 5 de nov 2025, 06:58
5 minutosCenas lamentáveis, ou melhor, falas lamentáveis foram ouvidas durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, na última terça-feira, 4 de novembro, na sede da CBF. Oswaldo de Oliveira e Emerson Leão, ex-treinadores de futebol renomados (até então), acharam uma boa ideia iniciar um coro contra a presença de técnicos estrangeiros na seleção brasileira.
Até aí, "tudo bem", sendo apenas a opinião (questionável) deles. O problema foi ter dito isso na frente do atual técnico da seleção, Carlo Ancelotti, que, não coincidentemente, é estrangeiro. Foi o suficiente para a famosa torta de climão.
Muitos veículos apontaram a postura dos ex-técnicos como grosseira, xenofóbica e afins. Esse é mais um texto que repudia os comentários e concorda que não foram o melhor momento e a maneira de opinar sobre o assunto em questão.
Entretanto, aqui, iremos abordar a classe e paciência do técnico italiano. Ao ser “atacado” de forma inesperada, talvez por uma barreira de idiomas, Ancelotti parece não ter dado a mínima aos dizeres de Leão e Oswaldo.
Como bom gentleman que é, respeitou as opiniões alheias e preferiu encerrar o assunto ali mesmo. Fez bem. Como ótimo técnico de futebol que é, sabe o quão espinhoso é o território que envolvem CBF, seleção brasileira, técnicos brasileiros e afins.
Se optasse por confrontá-los, estaria no direito, mas sabe que não adiantaria muita coisa. Apenas os resultados irão provar que o pensamento dos dois senhores brasileiros é antiquado. Deveria ser óbvio, mas não é, ainda é necessário explicar para alguns o quão problemáticos foram e são comentários dessa origem.
O que cabe a Carleto e comissão técnica é mostrar, dentro de campo, as ideias renovadas para uma seleção que se encontra em um nada gigantesco e duradouro.
Oswaldo ainda disse: “Espero que, depois que ele (Ancelotti) ganhe a Copa, assuma um técnico brasileiro.” Por que, então, um brasileiro não vence a Copa pelo Brasil? Por que precisamos que o italiano faça isso por nós?
Não faz sentido. O futebol é global. E os melhores técnicos, hoje, não são brasileiros. Basta olhar para o melhor e mais vitorioso trabalho em solo nacional dos últimos cinco anos, o de Abel Ferreira, português, no Palmeiras. Jorge Jesus, no Flamengo, e Arthur Jorge, no Botafogo, são outros exemplos de excelentes (ainda que curtos) trabalhos no Brasil, ambos treinadores portugueses.










