
Presidente da CBF é alvo da PF em investigação por crime eleitoral
Operação “Caixa Preta” cumpre mandados em Roraima e no Rio; entidade nega envolvimento da confederação
OddsChecker - 30 de jul 2025, 11:32
5 minutosA Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 30 de julho, a Operação Caixa Preta, com o presidente da CBF, Samir Xaud, entre os alvos de mandados de busca e apreensão. A ação, determinada pela Justiça Eleitoral de Roraima, envolveu 10 mandados cumpridos em Roraima e na sede da confederação, no Rio de Janeiro. Também houve bloqueio judicial de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.
Segundo relatos, os agentes ficaram cerca de 30 minutos na sede da CBF e nada foi levado. A confederação informou em nota que Samir Xaud “não é o centro das apurações” e que a operação “não tem qualquer relação com a CBF ou o futebol brasileiro”. A investigação teria começado em setembro de 2024, após apreensão de R$ 500 mil com o empresário Renildo Lima — marido da deputada federal Helena Lima (MDB-RR), de quem Xaud é suplente.
Samir Xaud assumiu a presidência da CBF no fim de maio de 2025, após sucessivos afastamentos de Ednaldo Rodrigues por ordem judicial. O dirigente, de 41 anos e com atuação política em Roraima, tem origem familiar ligada ao futebol local: seu pai presidiu a federação estadual por décadas. A operação lança nova crise sobre a CBF em meio ao período de transição na entidade.
A investigação eleitoral envolve suspeitas de compra de votos nas eleições municipais de Roraima em 2024, foco nos processos envolvendo a deputada Helena Lima e seu marido, e coloca o dirigente em posição delicada. A confederação reforça que Xaud permanece cooperativo com as autoridades, fora do foco principal das investigações, e sem qualquer indício de ligação com irregularidades no futebol.
Com o caso em andamento, cresce a pressão sobre a governança da entidade máxima do futebol brasileiro. O momento segue sensível após turbulência recente na liderança da CBF, incluindo mudanças forçadas na presidência e denúncias internas durante a gestão anterior. A estabilidade institucional segue ameaçada, enquanto autoridades eleitorais buscam respostas e a CBF tenta preservar sua imagem frente a uma operação que a coloca indiretamente sob os holofotes da Justiça Eleitoral.










